
A comida nipônica demorou séculos para ser inserida no cardápio ocidental. Quando começou a ser disseminada tornou-se uma febre no mundo inteiro. Mas porque, então, esta demora?
A área gourmet sempre foi um empecilho por dois motivos. O primeiro era a própria língua que mostrava-se complicada a maioria dos ocidentais que pensavam: “Como pedir corretamente este prato escrito em japonês?”. Os restauranteurs nipônicos souberam tirar problema de letra (ou os ideogramas). As casas de comida japonesa passaram a adotar um visual mais chamativo e tornaram os balcões vitrines. Assim, os ocidentais pararam de estranhar os nomes ou virar a cara para pratos com “peixe cru” para caírem de amor pelos belos pratos e peças de comida japonesa.
O segundo empecilho era o mais complicado de resolver: preços caríssimos, quase inacessíveis para grande parte da população que vive “ali” na renda familiar. Isto começou a ser resolvido com cardápios trabalhados em pratos mais comuns e não tão caros, com peixes mais acessíveis, relegando pratos mais caros como sushi de caviar, sashimi de polvo, ostras e peixes mais exóticos a uma clientela mais exclusiva. Alguns peixes importados diretamente de águas da capital japonesa, Tóquio, são leiloados e chegam a custar até 200 mil dólares. E isto, claro, não é algo que o “povão” possa ficar pagando. Por isso opções mais baratas e muito boas deram lugar a estes peixes e pratos mais caros e luxuosos. Basicamente humanizaram um cardápio extremamente caro e inacessível.
Hoje, poucos não conhecem a culinária japonesa ou não tiveram ainda a oportunidade de experimentar. Vendida em quiosques, pequenos restaurantes, em buffets a quilo ou até mesmo em supermercados; esta é uma área que não é mais exclusiva e tornou-se comum. Ponto pro ocidente. Ponto pro oriente.